Definindo o seu fluxo de trabalho

Hoje o assunto parece trivial, mas é algo que ainda confunde bastante fotógrafos iniciantes.

Você já é profissional e já tem todo o equipamento necessário para atuar como tal.

Mas como se desenvolve esse trabalho? E o que acontece com as fotos depois de tiradas?

Isso é o que chamamos de fluxo de trabalho e segue uma sequência lógica. Após o clique, as imagens ficam armazenadas no cartão de memória, mas devem ser transferidas para o computador para serem editadas.

Transferência é o processo de copiar ou mover as imagens da câmera para o computador ou dispositivo de armazenamento externo – é aconselhável utilizar um leitor de cartões de memória para realizar essa transferência, o que libera a câmera para trabalhar durante este processo.

 

PASTAS E ARQUIVOS

Para conseguir manter a organização de seus trabalhos, tenha em mente a ideia de “sessão” fotográfica. Cada sessão é arquivada separadamente, em uma pasta com a seguinte formatação: AAMMDD_Nome do trabalho

O fato de ter ano, mês e dia em ordem invertida é para que a sequência nunca se quebre – as pastas ficam exatamente ordenadas temporalmente, o que não acontece quando usamos a ordem convencional. Mantenha essas pastas em um único local para que permaneçam organizadas, como “Documentos” ou “Trabalhos”. Dentro da pasta “AAMMDD_Nome do trabalho” ficam as subpastas que organizam o trabalho:

Originais: os arquivos baixados do cartão de memória;

Tratadas: os arquivos manipulados, caso seja necessário;

Exportadas: os arquivos que são entregues para o cliente;

Documentos: as informações referentes ao trabalho, como contratos, orçamentos e notas.

 

COMEÇANDO A EDIÇÃO COM O SISTEMA DE ETAPAS

Edição é a escolha das melhores imagens dentre as capturadas. Há diversas maneiras de editar, mas uma das mais eficientes é o sistema de etapas. O sistema de etapas divide a edição em fases sucessivas e controladas, o que auxilia manter o mesmo critério de julgamento ao longo de todas as imagens e criar um leque de opções caso fiquemos com mais ou menos imagens do que seria realmente necessário. O sistema é dividido da seguinte forma:

Primeiro, apagamos as imagens inúteis – poses ruins, imagens fora de foco, flashes que não dispararam, más composições. Usando a visualização em tela cheia, passamos rapidamente pela sessão toda, marcando as imagens para apagar futuramente.

Agora é hora de classificar as imagens hierarquicamente, e isso é feito baseado no critério de estrelas. Com a visualização em tela cheia, passe foto a foto. Ao gostar de qualquer uma, marque-a com uma estrela. Ao terminar a classificação, ajuste seu filtro para exibir apenas as imagens com a estrela, e visualizará somente as fotos que marcou. Ainda com a visualização da mesma maneira, passe foto a foto novamente. Entre as imagens, marque as mais interessantes com duas estrelas. Após terminar, ajuste seu filtro para exibir apenas as imagens com duas estrelas, e assim sucessivamente. Quando o leque estiver reduzido para cerca de 6 ou 7 fotos, passe para a próxima etapa. Caso tenha alcançado o limite de 5 estrelas rapidamente e tiver imagens demais, inverta o critério, e vá retirando as estrelas. Se a quantidade for menor, faça uma “repescagem”.

Trabalhar no Bridge é relativamente fácil. Primeiro passamos por uma rápida configuração nas preferências do software: Primeiro passe por Edit>Preferences, e em “General” configure a interface e o pano de fundo para “Black”. Depois, em “Labels”, desative a opção “Require the Command Key to Apply Labels and Ratings”.

Configure o módulo “Essentials”, arrastando as paletas laterais para fora e ajustando o tamanho das miniaturas. A interface deve ficar assim:

Depois mude para o módulo “Output”, que fica no canto superior direito da tela, junto a “Essentials”. Entre com os valores descritos nas caixas de diálogo abaixo:

Selecione as imagens para fazer o contato e pressione o botão “Save”, depois imprima o PDF que o Bridge salvar.

 

TRATAMENTO & EXPORTAÇÃO

Uma vez selecionadas as imagens, pode ser necessária uma exportação prévia para aprovação. Neste caso, refine um pouco mais o rascunho de tratamento feito – especialmente nos quesitos exposição e contraste – e exporte as imagens em JPEG, sRGB, com a resolução necessária para o dispositivo em que serão visualizadas. Uma resolução de 1024 na aresta maior cobre a maioria dos laptops e tablets. Outra opção é exportar PDFs ou slideshows para aprovação. Após a aprovação, se faz o tratamento final, que provavelmente irá acabar envolvendo o Photoshop, e não

apenas o software conversor de RAW. E isso é feito no chamado arquivo master.

 

ARQUIVO MASTER

Arquivo master é o arquivo exportado a partir do RAW, para tratamento no Photoshop. Deve ser exportado na resolução máxima da câmera, no maior espaço de cores e profundidade de bits disponível. Esses arquivos serão armazenados com as camadas e todos os retoques executados no Photoshop (em camadas, de maneira não destrutiva), e é a partir deles que suas cópias finais serão obtidas, sempre em resoluções e espaços de cor menores.

 

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