O básico da fotografia PET

Cada dia mais os animais domésticos passam a fazer parte do álbum de família. Cachorros e gatos já passaram a ser considerados membros da família, recebendo todo o carinho e toda a atenção dos seus donos. Por isso, a vontade de retratá-los da melhor maneira possível também se tornou assunto de destaque.

Fotografia de PET é um trabalho muito gostoso e divertido, e vem, cada vez mais, chamando a atenção dos amantes dos animais e da fotografia, mas exige prática e técnica.

Por isso, o IIF desenvolveu o workshop “Fotografia de Pets”, no qual o participante aprende os truques para fotografar animais de estimação através de uma verdadeira vivência fotográfica durante um final de semana inteiro com um dos profissionais mais reconhecidos na área, Johnny Duarte.

O curso começa amanhã (24/06) com a turma lotada! Será um final de semana repleto de conhecimento sobre essa modalidade.

Pensando em fazer um aquecimento para o início do curso, separamos algumas dicas para os fotógrafos que querem começar a registrar esses animais.

FOTOGRAFANDO PETs

Do ponto de vista da fotografia, o comportamento do bicho de estimação é bem parecido com o de uma criança: ora calmo, ora agitado e sempre imprevisível. Além disso, outra semelhança é que ambos são mais baixos que o fotógrafo. Dessa maneira, a não ser que se deseje um efeito caricatural, é preciso se abaixar à altura deles para fotografá-los. O ângulo em mergulho (de cima para baixo) esmaga o objeto e enfatiza o primeiro plano. O animal parece fraco e inferiorizado. Da mesma forma, uma grande proximidade com o animal também rende uma foto com mesmo efeito de caricatura, quando tirada com uma grande angular, com um focinho proeminente e orelhas minúsculas. Basta se afastar do animal para minimizar esse efeito.

Assim, uma distância focal ideal para retrato de cachorros e gatos está entre 85 mm e 105 mm para um sensor full frame, ou entre 50 mm e 70 mm com o sensor APS-C, garantindo uma boa distância para conseguir uma perspectiva suave e pouca acentuada.

No caso de um teleobjetiva, é possível usar 200mm ou 300 mm para obter imagens espetaculares com planos mais longos, produnfidade de campo reduzida e ângulo de visão mais estreito. No entanto, quanto maior a distância focal maior o risco de tremer. Então, use sempre uma velocidade superior ao inverso da distância focal (por exemplo, 1/250s para 200mm). Mas isso só vale para compensar as trepidações e não para resolver o desfoque.

E se a luminosidade não permitir a velocidade necessária, abra mais o diafragma ou opte por um ISO maior, sabendo que isso poderá gerar ruído digital.

RETRATOS FECHADOS

É difícil manter um animal imóvel para a foto. Alguns cachorros mais treinados até conseguem ficar parados por algum tempo, mas em geral, é bem complicado conseguir que eles fiquem estáticos para a foto. Aqui o jeito é “roubar” os retratos. Seja paciente e conheça o seu equipamento, poque nem adianta querer fazer um retrato fechado do seu modelo se aúnica lente que você tem à sua disposição é uma grande angular.

Para começar com os retratos, espere até que ao animal esteja calmo e à vontade com você e com o ambiente, e aplique as regras básicas de composição: deixe espaço à frete do olhar, não centralize o objeto e focalize nos olhos.

Use uma grande abertura de diafragma para reduzir a profundidade de campo e destacar o seu modelo desfocando o fundo.

PLANOS ABERTOS

Quebre a monotonia e aproveite os passeios para fotografá-lo na rua, no campo ou no parque. Use uma profundidade de campo mais ampla para ressaltar o ambiente. Então feche um pouco o diafragma, mas com cuidado para não tirar a nitidez da imagem.

Uma grande angular de 24 mm ou a 28 mm para full frame ou de 12 mm a 20 mm para APS-C é interessante. Ela ressalta o visual do ambiente e permite brincar com ângulos inusitados, como o contra-mergulho (de baixo para cima), com a câmera posicionada no nível do chão e que dá ao animal um aspecto imponente. É possível também inclinar o horizonte para dar uma sensação de movimento à imagem. Só não esqueça de tomar cuidado com o que está dentro do quadro: quanto menor a distância focal, mais coisas entram no quadro e há o risco de incluir algo indesejado na composição.

EM AÇÃO

Captar os animais em movimento pode render imagens bem interessantes. Use uma velocidade alta (1/1000s ou mais) e abra mais o diafragma para ressaltar o animal e desfocar o fundo. A dificuldade, aqui, será o foco. É preciso antecipar o movimento para seguir o animal com a câmera e conseguir posicioná-lo no lugar certo. O zoom pode ajudar nessa missão já que permite mudar a distância focal conforme o animal se afasta ou se aproxima.

As fotos em ação exigem muita paciência, e erros são quase que inevitáveis por causa do foco. Para facilitar um pouco o trabalho, uma lente profissional com autofoco preciso e rápido (como uma 70-200 f/2.8 ou 300mm f/4) diminui muito a chance de falha.

Quem não tem a tal objetiva pode desativar o foco automático, identificar um lugar onde o animal vai passar e pré-ajustar o foco manualmente para disparar quando ele passar pela zona nítida. Outra ideia é ressaltar o movimento com o efeito panning (rastros), que enfatiza a velocidade e deixa o tema nítido com o fundo borrado e com rastros. Para isso, opte por uma velocidade baixa (entre 1/60s e 1/8s). Siga o bicho e dispare sem parar de mover a câmera. Um bom panning exige várias tentativas, mas pode render fotos incríveis.

As formas de registrar os animais de estimação são infinitas. Além das fotos engraçadas, caricaturais e em movimento, pense em registrar a interação do animal com a sua família. Experimente planos ultra fechados como macros e outros ângulos que possam ser interessantes. Use e abuse da sua criatividade, respeitando, sempre, o espaço do animal e a sua segurança.

O curso de amanhã está com as vagas esgotadas, mas se vocês se interessaram pela ideia e curtiram a possibilidade de fotografar esses melhores amigos do homem, fiquem ligados sobre as próximas turmas e outros cursos, acompanhem nosso site e nossa página no facebook

Mais informações: cursos@iif.com.br ou (11) 3021-3335

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