// Conheça o curso Fotografia Publicitaria e Editorial, nas palavras do fotógrafo Thomas Kremer

O Instituto Internacional de Fotografia e o fotógrafo Thomas Kremer trazem um curso que é uma novidade no mercado da fotografia. O curso de Fotografia Publicitária e Editorial é ideal para quem já têm certo domínio de fotografia em estúdio, e quer se especializar na fotografia de produtos (Still Life) em estúdio. O curso prepara o aluno para entender como funciona o processo completo de fotografia publicitária e editorial, permitindo que ele construa a base para atender de forma eficiente tanto a fotografia Still Life editorial quanto a de publicidade.

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O curso, por Thomas Kremer: “Esse curso funciona como um tutorial do que é necessário para atender um job de Still Life para um cliente de editorial ou publicidade. Vamos passar por todas as etapas essenciais para que os alunos entendam de forma completa todo o ciclo de trabalho, pois apenas ser criativo e tirar boas fotos é uma etapa de todo o processo! Um fotógrafo profissional precisa atender certas demandas que são necessárias para satisfazer as necessidades do cliente, ter seu trabalho aprovado e receber seus honorários. Vamos discutir esta gestão e, claro, fotografar. Pretendo dividir a parte prática e teórica em 50% cada para que o curso seja dinâmico e todos saiam com boas perspectivas.”

Para o profissional: “Um profissional deveria fazer este curso porque as técnicas e as práticas que ensinarei são essenciais para um bom desenvolvimento da profissão de fotógrafo. As aulas serão ministradas de forma dinâmica e participativa por parte dos alunos, com a intenção de ter 100% de aproveitamento do tempo, buscando suprir toda a sede de conhecimento dos participantes. Gosto de dividir minha experiência e ajudar quem está começando, mas tem que mostrar vontade e envolvimento!”

Mais informações, clique aqui!

 

A história de Thomas com a fotografia: “Minha história com a fotografia começou por um acidente do destino, aos nove anos fui estudar em um internato no interior de São Paulo, fato este ocorrido devido ao falecimento da minha mãe no ano anterior. E, como uma forma de ampliar o meu mundo e extravasar a minha criatividade acabei por descobrir o universo da fotografia. Naquele momento nem imaginava o quão significativa seria esta descoberta em minha vida.ThomasKremer_pb-166x166

A escola possuía um completo laboratório Preto e Branco e lá eu me escondia do mundo o descobrindo! Devido ao meu grande interesse e a minha crescente curiosidade fui me aperfeiçoando e estudando sozinho técnicas e as aplicando na prática. O laboratório fazia parte de um clube de fotografia e na oitava série fui designado diretor de fotografia do mesmo. Aos doze anos, eu preparava os químicos, controlava a venda de papel fotográfico e ajudava na revelação e ampliação P&B de quem reservava o laboratório.

Porém ao sair do internato eu fiquei mais de 3 anos sem fotografar. Tempos depois quando eu entrei na faculdade de comunicação, decidi estudar à noite e voltar a fotografar.  Candidatei-me a um emprego como assistente na Way of Light – na época um dos maiores estúdios do Brasil, onde se fotografava as campanhas da Mercedes-Benz e sorvete de verdade dentro de um estúdio refrigerado.

Envolvi-me tanto com o ofício que com pouco mais de um ano de faculdade a larguei e decidi me mudar para a Alemanha para buscar aprimoramento e trabalhar em assistência de fotógrafos conhecidos internacionalmente (ProStudios).

Nessa época, eu não acreditava na formação acadêmica para a fotografia e nem ela era tão disponível como agora, o aprendizado vinha através de realizar trabalhos e de ser autodidata – algo natural para mim que sempre fui autodidata e favorável a um aprimoramento contínuo – hoje internacionalizado pelas facilidades da internet.

Em meados de 1992, eu voltei ao Brasil para tirar as férias e acabei me apaixonando! O que me fez desistir de voltar a Europa naquele ano. Fui procurar trabalho: Comecei fotografando para as indústrias, principalmente as alemãs. Fazia fotos industriais e, logo nos primeiros anos, realizei uma exposição comemorativa da Brasimet 50 – uma visão pessoal de uma indústria de tratamento térmico.

Segui ampliando o meu leque de clientes e áreas de atuação o que me levou aos editoriais – na época do filme, revelação e raríssimo tratamento – tudo feito de forma perfeita no próprio cromo!! Meu primeiro trabalho de editorial foi com a Revista Boa Forma, com a querida Terezinha Bissoto.

No primeiro job fiz uma matéria, na edição seguinte três… Depois de quatro edições eu fazia todos os stills da revista. Um ano depois eu atendia mais de vinte títulos por mês e tinha até um laboratório para processar os filmes 120 em E-6 no estúdio. Tamanho era o volume de filmes revelados por mês – mais de 300 rolos. Fui até patrocinado pelo FUJI por ser o fotógrafo que mais consumia Velvia e Provia no Brasil.

Mais confiante e com mais estrutura, eu segui para o mercado que tem o maior valor em pagamento e maior exigência em qualidade que é o mercado publicitário. O meu primeiro trabalho de publicidade foi para uma indústria farmacêutica através de uma agência pequena e quase me fez sair no prejuízo, devido à falta de estrutura e a inexperiência! Depois disto fui tentando abrir novos clientes e através de um comercial intenso novos clientes foram sendo conquistados. Em 2009, abri minha produtora cultural para realizar um sonho – o de fazer livros desde a ideia até a impressão, até agora são 04 títulos e mais duas exposições!”

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Os trabalhos: “Entre os trabalhos que realizei um dos mais complexos e desafiadores foi o lançamento da linha de marca própria TAEQ do Grupo Pão de Açúcar com mais de 120 SKUs.

Na fase inicial trabalhei em conjunto com a Agência Sart Dreamaker e fizermos mais 230 embalagens em 10 meses. Foi um desafio de logística em todos os sentidos (prazo, quantidade de fotos e estrutura) e realmente este projeto não teria sido possível sem a participação de pessoas competentes tais como na organização geral da produtora executiva Juliana Taddeo Soares, que conseguiu coordenar todo o job e a da produtora culinária Claudia Yoshida.

Para esse trabalho montamos uma cozinha e um estúdio dentro da agência. Além do grande volume de trabalho tivemos que nos adaptar em um estúdio de 18 metros quadrados! Desenvolvi muitas ideias para iluminar em espaços exíguos.

Como os resultados precisavam ser avaliados rapidamente, a relação estreita com os criativos da agência foi essencial. Ter uma produtora de culinária profissional junto da equipe também fez muita diferença. Neste ponto o talento de Claudia foi fundamental. O que prova que uma equipe profissional faz toda a diferença!

Agora, a fase mais divertida ainda foi na minha época de assistente, pois o retoque digital estava nascendo e eu era assistente de um dos maiores estúdios na Alemanha, o Pro Studios de Dusseldorf. Lá eram fotografadas campanhas internacionais de carros de marcas globais como VW, Audi, Volvo e Mercedes. Tudo fotografado em 8×10 e com muita experimentação e fotografia analógica, junto com geradores de flash que pesavam mais de 200Kg e geravam mais de 10.000 Watts de potência.”

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