// A história da sua foto – Alex Villegas e o Trapiche de Primeiro de Maio

Nós aqui do IIF não podemos participar do Concurso Fotográfico Brasil Cotidiano mas ficamos morrendo de vontade. Por isso decidimos criar essa série de posts com fotografias que poderiam concorrer se não fosse nosso vínculo com a escola. A primeira da série é do do Professor Alex Villegas. Ele mostra a foto e conta como fez, quais foram as dificuldades e onde foi tirada. Confiram e inspirem-se! 

Primeiro de Maio, Paraná, Brasil

© 2012 Alex Villegas

À beira da represa da Usina Hidrelétrica de Capivara – Canon 50D, 20mm f/2.8 USM, 1s – f/11, ND variável. NIK Silver Efex Pro 2 e Lightroom 4.

Fiz um esboço no celular uma vez, e sempre ando de olho na luz desse trapiche. Desta vez, fui melhor equipado, graças ao tripé e a um ND variável – que nada mais é do que um sanduíche de dois polarizadores que vai cortando gradualmente a luz até chegar mais ou menos a oito pontos de diferença – pude fazer uma exposição de um segundo, que deu o efeito que eu queria.

Tentei ir o mais longe possível no sistema de zonas digital, sem precisar lançar mão do HDR. Com o fotômetro de mão, medi o ponto mais brilhante que eu ainda queria textura (a parte de cima das nuvens), o ponto mais escuro com detalhe (a grama nas laterais do trapiche) e tentei colocá-los respectivamente nas zonas VII e III. Como estava trabalhando no limite, F/11 me deu a grama um pouco abaixo da zona III e a nuvem mais luminosa na zona VIII. Beleza. Não se pode ter tudo, e as nuvens não chegaram a “furar”.

Fotografia sempre tem algo de acaso, um pequeno presente só para nos lembrar que nunca estamos totalmente no controle. Neste caso, o acaso atendia pelo nome de Gustavinho, que subiu pra xeretar o que eu estava fazendo e depois desceu pelo outro lado.

A foto não teria a menor graça sem ele.

Depois o trabalho foi simples: importei para o LR4 Beta, apliquei meu preset linear (ele preserva a latitude máxima da câmera) e fiz a conversão para PB no NIK Silver Efex Pro 2. Criei azuis e verdes mais densos, fortaleci a estrutura e contraste localmente e dei o acabamento com a ferramenta de ajustes localizados do LR. Estou querendo imprimir em Hahnemuhle Baryta, para metalizar essas sombras e meios-tons.

Mas ainda quero voltar lá com a 4×5 e ampliar o resultado em gelatina de prata. Ainda não fiz o meu melhor por esse trapiche, e ele já é um dos meus locais favoritos.

Às vezes, a melhor maneira de desenvolver amor por um local é fotografá-lo.

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